O nome da festa já diz, ainda que em inglês: é tipo um casamento. Mas é só tipo. A festa Like a Wedding aconteceu no sábado na balada de luxo Disco, na Vila Olímpia paulistana, e existe em edições semestrais desde 2011.
“Todo mundo gosta de casamento”, diz Bruno Dias, da agência Haute, que bolou a balada. “Mas gotam mais da festa, não do jantar que acontece antes.”
A “noiva” e seus dois “maridos”, que conheceu na hora da festa
É por isso que a balada vai direto aos finalmente: há um rápido casamento para uma noite toda de festa. Que já começa no altar. A sátira do casório tem cerimônia religiosa de mentirinha, com direito a padre, rabino ou algum outro celebrante, personificado pelo… DJ.
“A gente traz dois amigos para casar, que não necessariamente se conhecem”, explica Bruno Dias. Às vezes até três, como aconteceu numa edição passada, na casa noturna Ballroom, nos Jardins, em que um par de gêmeos se casou com uma noivinha.
Quem celebra o matrimônio é o DJ
Depois do altar, há farta distribuição de brindes, como chinelos Havaianas e apresentação na TV com fotos dos noivos, imitando os videozinhos clichê de uniões de verdade.
Após o “sim” ser dito, geralmente entre risos, é hora de jogar buquê, em vez de ser de flor, pode ser de alface alface. E não há risco de as convidadas pisarem no longo na hora de lutar por ele: o dress code social se restringe aos noivos e os padrinhos. Os convidados podem ir vestidos como quiserem. “É uma coisa meio chata se vestir para casamento”, justifica o dono da festa.
Depois do “sim” ser dito, o casamento de mentirinha vira uma balada
E o pastiche de união não termina por aí. “Acho que o mais legal de casamento é a trilha sonora, que não é só de música eletrônica, toca de tudo”, diz Dias. O DJ Milton Chuquer, que cobra até R$ 8.000 por apresentação, é quem faz o mix de pop com rock e pérolas do axé.
A festa Like a Wedding é itinerante. A próxima deve acontecer no segundo semestre, e os preços de entrada giram em torno de R$ 50 para mulher e R$ 70 para homens. E o melhor: não precisa gastar os tubos com um presente.
Só “noivos” e “padrinhos” são obrigados a se vestir como num casamento de verdade