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Digo Sim

Por Chico Felitti

Perfil Chico Felitti descreve o caminho entre 2 estranhos se conhecerem e um casal subir ao altar.

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Dobra o número de mulheres inglesas que fazem o pedido de casamento

O pedido é feito de joelhos. Após a caixinha se abrir e o ouro brilhar, o ser amado de pé começa a chorar e (tomara) diz sim.

Se a imaginação colocou o homem pedindo em casamento e a mulher aceitando, pense de novo. Uma pesquisa mostrou que em 2012 dobrou o número de inglesas que pediram seus namorados em casamento (9%), se comparadas ao ano de 2011 (5%).

Foram ouvidos 800 casais de todo o Reino Unido na enquete, promovida pelo instituto de estudos do casamento hitched.co.uk.

Não há dados do tipo para o Brasil, mas serve de inspiração.

Ester Coelho, que pediu seu ex-namorado em casamento com um outdoor, em 2000

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Noivas encomendam previsão do tempo personalizada para o grande dia

Não deu para fazer que não chovesse. Mas pelo menos conseguimos impedir que eu me molhasse de vestido branco”, diz Gisele Udaiton, 33. Ela se casou em fevereiro numa chácara. Até chegar a previsão do tempo pela qual pagou R$ 300, a ideia era celebrar a união no descampado.

Mas, assim que recebeu o e-mail do instituto de meteorologia afirmando que as chances de chuva na tarde da festa beiravam os 80%, contratou uma empresa para levantar um toldo. “E ainda bem que estávamos cobertos, porque choveu cântaros”, conta.

Casal de noivos foge da chuva, em Taipei (Taiwan)

Uma previsão como a que salvou o casamento (e o penteado) de Gisele pode ser encomendada na internet.

“Conseguimos fazer a previsão a partir de 15 dias antes da festa”,  André Madeira,  chefe dos meteorologistas da Climatempo. Até sete dias antes do evento, o  índice de acerto é de 85%, promete ele. Quatro dias antes do grande dia, a precisão sobe para 90%.   

O boletim é mais detalhado do que os encontrados gratuitamente na internet. E, como numa consulta de médico, dá direito a um “retorno”. Pode-se ligar para o instituto com a data se aproximando, para saber se houve mudança.

E, se chover no grande dia, vale lembrar que nossas avós diziam que era boa sorte.

Casamento sob chuva na Catedral da Sé, em São Paulo

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Atriz de ‘Girls’ encena casamento gay em campanha

Jemima Kirke, a Jessa do seriado “Girls”, se casou com a joalheira Pamela Love, ambas vestindo branco. Pelo menos na ficção publicitária.

A atriz de 27 anos, que integra a premiada série sobre garotas nova-iorquinas, foi contratada pelo ateliê de noivas Stone Fox para campanha lançada nesta semana.
 

 

 

Mas é  só faz de conta: a Jemima da vida real é casada com o advogado Michael Mosberg. O casal tem dois filhos.

Kirke também posa para o catálogo com um vestido de renda sem forro ou roupa de baixo: 


Não é a primeira vez que a butique tenta chocar. Na sua última campanha, a loja já havia usado o slogan “Fuck weddings” (f*&%m-se casamentos). Vai vender?

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Paula e Roberto: hora de pousar

 O avião estava prestes a pousar em Fotaleza quando a comissária de bordo fez um anúncio. Não era para apertar os cintos, ainda. “Estamos aterrissando em Fortaleza. Queria chamar Paula Tawil à frente do avião, que seu namorado vai lhe fazer um pedido muito especial”, disseram os alto-falantes.

A blogueira de moda de 22 anos foi para a região da cabine do piloto já sabendo o que esperar. “Eu sempre soube que ele me pediria em casamento de um jeito diferente. Tinha até medo, achava que ele ia me levar para pular de para-quedas.”

Assim que terminou de andar o corredor, lá estava Roberto Sturm, 25. Munido de uma arma de alta periculosidade para o coração da blogueira: um anel e um pedido de casamento.

“Eu tinha pensado em fazer o pedido na praia, em Jericoacoara, mas achei batido demais”, conta ele.

Decidiu então ficar de joelho a alguns mil pés de altura. “Queria ter feito o pedido pelo microfone eu mesmo, mas o pessoal da companhia aérea avisou que não poderia. Só me deixaram digitar um textinho na tela do celular, que a aeromoça leu.”

Junto com a joia, Roberto segurava o celular para filmar tudo. Ou, pelo menos, tentava. “Ele não conseguia parar de rir, de nervoso.” Ela jura que não chorou, por estar um “pouco aérea”.  

Assim que o avião tocou a pista, era a hora de avisar as duas famílias. E as leitoras de Paulinha, que trabalhou com a blogueira Lalá Rudge por alguns meses antes de estrear seu próprio diário virtual, com milhares de acessos diários.

Ela só não contou às seguidoras como aconteceu o encontro com o futuro marido. Os dois se conheceram numa festa judaica, no fim de 2007. “Eu não vou dizer que me lembro de tudo do primeiro encontro”, diz ele. “Já estava meio bêbado, pedi para ela me adicionar no Orkut.” No dia seguinte, ele não ligou a foto da nova amiga virtual aos fatos ocorridos na festa. “Escrevi perguntando ‘Quem é você?.”

Deu que só foram se reencontrar cinco meses depois. E sem grandes intenções. “Eu não era muito menininha, sabe? Queria achar um cara bacana, amigo e companheiro, e o amor deveria vir com o casamento.”

Foi o que aconteceu. Em um mês, ela já tinha decidido que era o homem da sua vida. Só esperava a surpresa que viria com o pedido. Recebem mil pessoas. Espaço Villa-Lobos, em São Paulo, em 29 de maio. Felicidade aos noivos.

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SP terá casamento para cem casais gays

Em setembro de 2012, o Centro de Tradições Nordestinas realizou no bairro paulistano do Limão uma cerimônia para 47 casais com componentes do mesmo sexo dizer sim. 

Mas não era um casamento. Depois da celebração, as 94 pessoas tiveram de procurar um cartório que reconhecesse sua união como um casamento propriamente dito.

Neste ano será diferente. Além de esperar mais do que dobrar esse número, o CTN poderá já declarar os pares “marido e marido” ou “mulher e mulher” já no ato.  

Fecharam uma parceria com a Secretaria Estadual da Justiça e com um cartório, que reconhecerá a legalidade do casamento já no altar. 

Em 27 de setembro, é a festa para casais homossexuais. No dia 28, será a vez de um mesmo número de casais heterossexuais.

“Estamos prontos para receber cem casais homossexuais e o mesmo número de casais heterossexuais”, diz Marisa Antonia, diretora cultural e social da entidade. Quem sabe no ano que vem as duas festas não se juntam? “É uma boa possibilidade de inserção. Seria o ideal se acontecesse”, diz Antonia.

 As inscrições serão abertas até julho. E a documentação pedida será simples: cópia de RG e de CPF, um comprovante de residência e uma testemunha. Felicidade à centena de noivos.

Veja abaixo cenas da união do ano passado, na lente de Joel Silva:

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Luara e Bruno: subiu a serra

As condições objetivas não colaboravam para que subisse a serra. Luara Russomanno, 25, e Bruno Queiroz, 22, se conheceram na praia quando os dois eram adolescentes, seis anos atrás.

Até porque ela estava prestes a se mudar para Nova York em temporada de estudos.”Era fim de ano, verão. Rolou  uma coisa mais descontraída”, relembra ele.

Até porque os dois estavam de férias: Bruno tinha casa de veraneio lá e Luara passava na cidade para resgatar a ligação familiar. “Meu bisavô, por parte de pai, emancipou o município”, explica Luara.

Ela também tem outro familiar famoso: é filha do apresentador, defensor dos direitos do consumidor e candidato à Prefeitura de SP Celso Russomanno.

Fato que ele ignorava durante o ano e pouco que Luara ficou nos EUA, quando continuaram se falando.  “Quando ela voltou, a gente retomou onde tinha parado”, diz ele, “como se não tivesse passado um dia”.

Foi o primeiro namoro de Bruno, então com 18 anos. “Primeiro e último”, garante ele. Até porque eles mal namoraram. “A gente sempre foi muito companheiro e levou o amor muito a sério. As famílias sempre estiveram bem presentes”, diz ela.

Ele nega ter ficado nervoso da primeira vez que se encontrou com o sogro, visto falando alto e duro na TV quando alguém compra e não leva.”Fui em um churrasco na casa do Celso e fiquei à vontade nos demos superbem. Foi fofo. Graças a Deus.”

Fez a palavra valer quando a levou para um bistrô no aniversário de quatro anos de namoro, em 7 de novembro. Mas não segui a tradição de se ajoelhar à risca. “Estava muito nervoso.” Deixou a caixinha da joalheria em cima da mesa do restaurante. Ela viu e insistiu para abrir. Ele respondia “espera, espera, espera”. Na hora que ela viu, ele perguntou se ela queria seguir em frente em vez de “você quer se casar comigo”.

E em frente seguiram, os dois. No dia seguinte já começaram os preparativos. Ele jura que ajuda e não se sente com medo de casar aos vinte e poucos anos de idade.

Ela nem liga para a questão: “Ah, sim. Ele é três anos mais novo que eu. Mas não tem quem diga. Acho que não conseguiria ficar com alguém com cabeça de moleque”.

Os dois se casam em outubro, na igreja São Francisco de Assis, na Vila Mariana. Felicidade aos noivos.

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Festa imita casamento em baladas ‘top’ de SP

O nome da festa já diz, ainda que em inglês: é tipo um casamento. Mas é só tipo. A festa Like a Wedding aconteceu no sábado na balada de luxo Disco, na Vila Olímpia paulistana, e existe em edições semestrais desde 2011.

“Todo mundo gosta de casamento”, diz Bruno Dias, da agência Haute, que bolou a balada. “Mas gotam mais da festa, não do jantar que acontece antes.”

A “noiva” e seus dois “maridos”, que conheceu na hora da festa

É por isso que a balada vai direto aos finalmente: há um rápido casamento para uma noite toda de festa. Que já começa no altar.  A sátira do casório tem cerimônia religiosa de mentirinha, com direito a padre, rabino ou algum outro celebrante, personificado pelo… DJ.

“A gente traz dois amigos para casar, que não necessariamente se conhecem”, explica Bruno Dias. Às vezes até três, como aconteceu numa edição passada, na casa noturna Ballroom, nos Jardins, em que um par de gêmeos se casou com uma noivinha.

Quem celebra o matrimônio é o DJ

Depois do altar, há farta distribuição de brindes, como chinelos Havaianas e apresentação na TV com fotos dos noivos, imitando os videozinhos clichê de uniões de verdade.

Após o “sim” ser dito, geralmente entre risos, é hora de jogar buquê, em vez de ser de flor, pode ser de alface alface. E não há risco de as convidadas pisarem no longo na hora de lutar por ele: o dress code social se restringe aos noivos e os padrinhos. Os convidados podem ir vestidos como quiserem. “É uma coisa meio chata se vestir para casamento”, justifica o dono da festa.

Depois do “sim” ser dito, o casamento de mentirinha vira uma balada

E o pastiche de união não termina por aí. “Acho que o mais legal de casamento é a trilha sonora, que não é só de música eletrônica, toca de tudo”, diz Dias. O DJ Milton Chuquer, que cobra até R$ 8.000 por apresentação, é quem faz o mix de pop com rock e pérolas do axé.

A festa Like a Wedding é itinerante. A próxima deve acontecer no segundo semestre, e os preços de entrada giram em torno de R$ 50 para mulher e R$ 70 para homens. E o melhor: não precisa gastar os tubos com um presente.

 Só “noivos” e “padrinhos” são obrigados a se vestir como num casamento de verdade

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Disney japonesa libera casamento gay

Festa de casamento no Disney Sea, um dos hotéis do complexo em Tóquio. Um Mickey vestindo fraque branco circula pelo salão e abraça o casal celebrante. Muitos dos 30 convidados choram a ponto sacar do bolso do terno o lencinho.

Seria uma cena banal no Japão, onde casamentos em parques temáticos são uma tradição. Não usassem um vestido tomara que caia parecido as duas pessoas que se uniam em matrimônio.

Koyuki Higashi e sua parceira, Hiroko, formaram na semana passada o primeiro casal gay a se casar na Disney japonesa.

Enquanto Higashi, 28, é atriz com alguma fama e ativista dos direitos homossexuais, sua companheira não pode nem divulgar seu sobrenome, por achar que seria recriminada pela família (que não foi à festa).

Mas foi um casamento feliz de qualquer forma, disse Higashi ao blog. “Não poderia ter sido melhor. Até porque foi o primeiro, então é bem único.”

O grupo Walt Disney já permitia uniões gays, desde 2007. Mas as opções de festa para casais de um só sexo não incluíam passear pelo parque com os convidados e fazer fotos em traje de gala nos brinquedos.

“Da primeira vez que liguei, disseram que eu até poderia fazer minha celebração lá, mas uma de nós duas teria de usar um terno ou smoking, para não assustar os visitantes”, conta Higashi.

Ela revelou a diretriz no Twitter e, dois dias depois, recebeu uma ligação da Disney pedindo desculpas e dizendo que as duas poderiam se casar vestindo o que bem entendessem.

“Fiquei tão feliz de poder celebrar meu amor. Foi perfeito”, diz a recém-casada. Mas, tirando a festa e a adrenalina dos brinquedos, o casamento foi tão real quanto o Mickey se parece com um rato de verdade: o Japão ainda não reconhece uniões homossexuais.

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Fatia do bolo de casamento da rainha Elizabeth está em leilão

O bolo da rainha, com quatro andares e quase três metros de altura

A rainha da Inglaterra foi internada ontem e passa bem. Por ironia, uma incomível fatia de bolo de 65 anos de idade, servida em seu casamento, está em leilão na internet enquanto sua majestade se recupera de uma indisposição gastro-intestinal.

O pedaço, nada bem-servido, do bolo frutado servido na união da rainha Elizabeth 2ª com o duque de Edinburgo, em 20 de novembro de 1947, alcançou na manhã de hoje lance de 560 libras (perto de R$ 1.680).

A fatia de bolo de 65 anos de idade

O leilão termina na noite desta quinta. O pedaço do doce saiu de um bolo de quatro andares que alcançava quase três metros de altura, e que foi apelidado de O Bolo de Camento de 10 mil Milhas, porque usava ingredientes vindos de cantos do império inglês tão distantes quanto África do Sul e Austrália.

Uma fatia de um bolo menos amanhecido, servido no casamento do príncipe William com Kate Middleton, beirou as duas mil libras (R$ 6.000) em maio do ano passado. A ver se a soberana bate o neto pop-star.

Veja imagens do casamento de Elizabeth 2ª com Philip Mountbatten, duque de Edimburgo, realizado na abadia de Westminster. A soberana escolheu o que na época foi considerado um vestido modesto, para demonstrar comprometimento com a Inglaterra, que ainda sofria com racionamento de tecidos após o fim da Segunda Guerra Mundial (dois anos antes).

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Sala Raí se abre para casamentos

Igreja de torcedor é estádio. São-paulinos doentes poderão levar esse ditado para o altar: a sala Raí, um dos camarotes do estádio do Morumbi, avisa que está disponível para a celebração de casamentos.

Poltronas voltadas para o campo do SPFC (em dia de jogo não tem casório)

Mas devagar com o andor, tricolores. O espaço, de180m² não está disponível em dias de jogo. Nem de shows.

Relíquias de Raí, como a camisa assinada pela Seleção de 1994, podem decorar seu casamento

A sala, projetada por Ruy Ohtake, acolhe 150 convidados. O período da locação custa R$ 5.500, quase o dobro da igreja Nossa Senhora do Brasil (R$ 3.000), mas mais barato que um bufê de luxo como o França (R$ 15.000).

Mas o aluguel não garante a foto dos noivos na grande área. Para se descer ao campo, é preciso ter autorização do clube, que deve ser pedida com antecedência.

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