Digo Sim

Por Chico Felitti

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Blog conta a trajetória de casais que decidiram subir ao altar, em formato de crônica, e traz notícias sobre o mercado matrimonial. É produzido pelo repórter Chico Felitti, que é solteiro.

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Após 70 anos de namoro, Maria, 90, e Davi, 103, se casam

Por chicofelitti

O cartório de Tatuí, onde casamentos são celebrados só às sextas e aos sábados, abriu uma exceção e registrou uma união na segunda (26): os aposentados Damaso Bitencourt, 103, e Maria Poutrole, 90, foram declarados ali marido e mulher, após um namoro de sete décadas.

O evento transformou os noivos em sensação da cidade do interior, a cerca de 130 km de São Paulo. A TV Tem, afiliada local da Globo, acompanhou a assinatura da certidão e reportou que os noivos chegaram no horário e estavam ansiosos. Tentou entrevistar Damaso, mais conhecido pelo apelido “seu Davi”, mas enfrentou percalços, porque resta ao noivo pouco de sua audição.

“É o registro mais antigo que temos aqui em Tatuí”, diz o oficial de registro civil Fernando Sueji Muta, responsável pelo cartório, na manhã de terça. “É a primeira vez que a imprensa está procurando a gente.”

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Damaso Bitencourt, 103, e Maria Poutrole, 90: marido e mulher (Foto Reprodução da TV Tem)

A paz que reinava na casa dos Bitencourt também foi quebrada. “Tem muita gente ligando, as rádios da região vieram todas ontem tentar falar com a dona Maria, mas ela não quer”, conta ao Digo Sim a aposentada Ana Alice de Almeida Soares, 73, que vive com o casal.

Segundo ela, a ida ao cartório foi “uma formalidade” para agradar à família. “Ela diz que o sonho do filho dela, de 58 anos, era que ela se casasse para não ser filho de mãe solteira. Todos nós fomos vestidos do mesmo jeito que estávamos em casa.”

Ainda que essa formalidade tenha dado algum trabalho. “O seu Davi já tinha sido casado e era viúvo, precisava apresentar a primeira certidão de casamento, mas não lembrava onde tinha se casado anteriormente, só sabia que era na região de Curitiba. Demorou dois anos para juntarmos a documentação”, diz a madrinha.

A lua de mel seria um almoço num restaurante, mas Maria protestou: “O Davi não consegue comer perto de gente, porque eu tenho que cortar o bife dele”. Tocaram então para casa, onde se refugiam do assédio da imprensa. “A Record se ofereceu para dar aos noivos um casamento na igreja, mas a gente não sabe se vai querer. Os recém-casados só querem sossego”, diz Ana Alice.

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